Empregado doméstico: custo real, eSocial e cuidados antes de contratar

25 de maio de 2026

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Trabalhista e eSocial

Empregado doméstico: custo real, eSocial e cuidados antes de contratar

Simule o custo inicial da contratação e entenda registro, DAE, FGTS, férias, 13º e Convenção Coletiva.

Por Equipe Conjunto 10 min de leitura
Empregado doméstico: custo real, eSocial e cuidados antes de contratar

O custo de um empregado doméstico não termina no salário combinado. Registro, eSocial, FGTS, contribuições, férias, 13º e regras coletivas precisam entrar na decisão antes da contratação.

Quando o trabalho doméstico precisa ser registrado?

Em regra, a relação de emprego doméstico existe quando uma pessoa presta serviços de forma contínua, pessoal, subordinada, remunerada e sem finalidade lucrativa para uma pessoa ou família, no ambiente residencial, por mais de dois dias por semana.

Babá, cuidador, cozinheira, motorista, jardineiro e profissional de limpeza podem se enquadrar, desde que os elementos do vínculo estejam presentes.

“Diarista” não é apenas o nome escolhido pelas partes.

A frequência, a subordinação e a forma como o trabalho acontece na prática são fundamentais para avaliar o vínculo.

O que entra na guia DAE do eSocial Doméstico?

O eSocial reúne os recolhimentos em uma guia única. Parte dos valores é responsabilidade do empregador e parte é retida do salário do trabalhador.

Componente Percentual geral Responsabilidade
Contribuição previdenciária patronal 8% Empregador
Seguro contra acidente do trabalho 0,8% Empregador
FGTS mensal 8% Empregador
Indenização compensatória do FGTS 3,2% Empregador
Contribuição previdenciária do trabalhador 7,5% a 14% Retida do salário
Imposto de Renda Se houver incidência Retido do salário

Além da guia mensal, o empregador precisa se preparar para férias com 1/3, 13º salário, vale-transporte quando solicitado, horas extras, adicional noturno e benefícios previstos em Convenção Coletiva.

Simulação inicial

Estime o custo mensal da contratação

Informe o salário bruto e, se houver, o custo total mensal do transporte.


A estimativa não inclui horas extras, adicionais, reflexos, encargos sobre provisões, benefícios regionais ou outras particularidades da folha.

Passos para uma contratação organizada

01

Defina função, jornada e salário

Registre o que será feito, em quais dias, horários, intervalos e qual será a remuneração.

02

Verifique a regra regional

Consulte piso, benefícios e condições da Convenção Coletiva aplicável à cidade e à categoria.

03

Reúna os dados das partes

CPF, data de nascimento, endereço, dependentes, dados do contrato e informações necessárias ao eSocial.

04

Cadastre o vínculo no eSocial

O registro deve refletir a realidade da contratação desde o início.

05

Mantenha a rotina mensal

Folha, ponto, pagamentos, DAE, férias, afastamentos e alterações precisam ser informados e guardados.

Checklist básico antes do registro

  • Documento de identificação e CPF do trabalhador.
  • Endereço, contato e dados pessoais.
  • Informações de dependentes, quando houver.
  • Função, data de admissão, salário e jornada.
  • Forma de controle de ponto.
  • Solicitação ou renúncia de vale-transporte.
  • Consulta da Convenção Coletiva aplicável.
  • Contrato escrito e recibos organizados.

Por que a Convenção Coletiva precisa ser analisada?

Os direitos mínimos estão na legislação, mas uma Convenção Coletiva pode estabelecer piso salarial, benefícios, adicionais e outras condições específicas para determinada região. Uma simulação nacional não consegue aplicar automaticamente todas essas regras.

Por isso, o cálculo acima é um ponto de partida. Antes de contratar, confirme a cidade do trabalho, o sindicato e o instrumento coletivo vigente.

Empregador doméstico

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A Conjunto cuida do registro, da folha, da guia DAE, das férias e das orientações trabalhistas.

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